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Finanças

Financiamento escolar: como sobreviver e prosperar

Entenda como as escolas podem garantir sua sobrevivência e crescimento no mercado competitivo através de investimentos estratégicos e financiamentos inteligentes.

Publicado em
8/5/24
Atualizado em
24/3/25
08 min
Escrito por:
Marina Camargo e Fernando Barão, sócios da Corus Consultores.
💡 Dica: se a palavra estiver azul, ela é clicável e te leva ao link com mais detalhes!

Os dados de mercado a que a Corus tem acesso permitem uma série de análises e conclusões de grande importância a respeito das tendências de mercado. Essa leitura privilegiada do setor permite às escolas estar um passo à frente e, com isso, antecipar ações no sentido do ganho de espaço no mercado e de rentabilidade.

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Algumas dessas observações têm sido objeto dos artigos que a Corus tem escrito nos últimos meses: com exceção do período de pandemia, as escolas particulares vêm apresentando uma tendência de crescimento leve no número de alunos; esse crescimento vem se dando mais no topo (Fundamental II e Médio) do que na base (Infantil e Fundamental I), o que significa um risco no longo prazo para as escolas; o valor das anuidades tem subido constantemente acima da inflação; a inadimplência voltou aos patamares pré-pandemia; as bolsas e descontos, por sua vez, nunca estiveram tão altos; a margem média de lucro das escolas oscila um pouco de ano a ano, de acordo com os fatores de mercado, e atualmente está próxima a 9% da receita.

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Há um fator adicional que vem chamando muito a atenção de nossos consultores: as escolas estão tendo de investir uma proporção cada vez maior de seus lucros. Isso tem muito a ver com a entrada, no mercado, de players capitalizados. As escolas, no geral, não perderam alunos para esses players, mas para isso tiveram de colocar o pé no acelerador do investimento. Podemos afirmar que subiu o sarrafo do grau de exigência dos pais, que agora têm mais opções com espaços modernos e tecnologia de ponta.

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Não acreditamos que o mercado do Ensino Básico vá se consolidar com a mesma intensidade como ocorreu no Ensino Superior – pelo contrário, por uma série de motivos, sempre haverá espaço para as escolas de pequeno e médio porte, para as escolas familiares – tipologia que hoje representa a fatia predominante do mercado.

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Essas escolas não serão extintas, longe disso. Há, porém, um processo darwiniano no mercado que faz com que a sobrevivência se torne mais difícil. Só os fortes sobreviverão.

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Quem irá sobreviver?

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Algumas perguntas ajudam a entender quais serão os fatores que indicarão quais serão essas escolas sobreviventes:

  1. Sua escola tem diferenciais de qualidade perceptíveis pelos alunos e pelos pais de alunos?
  2. Sua escola tem uma boa política de captação e retenção dos melhores talentos de recursos humanos?
  3. Sua escola identifica, de forma estruturada e frequente, quais são os anseios dos seus clientes?
  4. Sua escola reinveste uma parcela significativa dos seus lucros?

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Todas essas perguntas têm grande relevância e é difícil afirmar se há um ranking de importância entre elas. Mas, como em todos os outros mercados, o investimento parece ser a mola propulsora do melhor posicionamento de mercado de cada escola. 

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Investir, investir, investir: esse é um dos segredos mais importantes do sucesso. É um ritual que não tem começo nem fim – pelo contrário, deve ser um moto-contínuo nas escolas. Pensar em refrear os investimentos é uma estratégia demasiadamente arriscada nos tempos atuais.

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Investir deve ser prioridade

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Um dos princípios mais importantes da administração empresarial diz o seguinte: as ações do gestor devem estar voltadas ao objetivo primordial de maximizar o valor das cotas da empresa. Vejam só: aumentar o valor das cotas é mais importante do que distribuir lucros.

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Nesse sentido, existe um conflito clássico na gestão do fluxo de caixa sobre o qual é preciso se posicionar: o que deve ter prioridade na destinação do lucro, investir ou distribuir? Seja pelo princípio geral acima exposto, seja pela situação altamente concorrencial em que se encontra o mercado educacional privado, a resposta deve ser direta: investir deve ter prioridade.

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A distribuição de lucros tem sua importância e será sempre defendida pela Corus. Faz parte da remuneração do capital investido pelo empresário e deve ser incansavelmente defendida. Mas ela não é mais a prioridade número um da destinação do lucro. Agora é o investimento.

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Estamos falando, no geral, de obras, reformas, móveis, equipamentos, tecnologia, expansão. A escola precisa tomar uma atitude ativa frente a essas demandas como condição de sobrevivência no mercado.

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Muitas vezes o gestor se depara com a questão do financiamento desses investimentos. Qual deve ser a ação a tomar diante de dois cenários opostos: a) a escola não tem recursos para bancar os investimentos necessários para atender à demanda do mercado; b) a escola tem os recursos para bancar esses investimentos.

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No primeiro caso a solução é mais intuitiva: recorrer a empréstimos para bancar os investimentos. É claro que existe um risco envolvido nessa ação, mas, no nosso entender, é um risco mais baixo do que o de deixar de fazer esses investimentos para não criar uma dívida. A convivência com esse tipo de situação de risco faz parte do “manual básico de sobrevivência do empreendedor”. É claro que cada investimento deve ter um planejamento detalhado em termos de expectativa de retorno – pois só havendo retorno os empréstimos poderão ser pagos. Mas estudar o retorno de cada ação é outro capítulo do “manual” aludido logo acima.

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Mas e nos casos em que a escola tem capital próprio? Em um país com taxas de juro tão altas como o Brasil, a intuição nos levaria a apostar na utilização desse capital próprio para bancar o investimento. Mas cuidado aqui... há outros fatores a considerar.

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Ter capital próprio pode ser um objetivo defensável. Muitas escolas determinam qual é o nível mínimo de capital que terão em caixa, tendo como parâmetro a receita mensal com parcelas da anuidade escolar. Se o nível de caixa estiver acima desse padrão mínimo, não há problema em pagar os investimentos com capital próprio, pois isso não significaria fazer a escola ficar com o caixa apertado.

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Visão estratégica

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Mas e nos casos em que a escola tem caixa, mas pagar os investimentos com esse caixa traria uma forte descapitalização? Se formos olhar somente pelo lado financeiro, para economizar o pagamento de juros o melhor seria usar, mesmo assim, seu próprio capital para fazer os investimentos. Mas e do lado estratégico?

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Do ponto de vista estratégico, nunca é recomendável ficar com o caixa muito baixo, apertado. Isso, em geral, acaba tolhendo o gestor de tomar as melhores decisões de longo prazo para a instituição. Com o caixa apertado, a prioridade da gestão acaba sendo escolher sempre as alternativas menos dispendiosas no curto prazo – e que nem sempre são as melhores para o sucesso da estratégia da escola. Trabalhar com o caixa apertado, assim, pode trazer prejuízos para a escola no médio prazo.

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Somente por essa visão estratégica já se poderia concluir que, mesmo tendo capital próprio, as escolas podem se financiar com capital de terceiros para fazer seus investimentos – evitando, assim, ficar com o caixa apertado. É o estratégico se sobrepondo ao financeiro – como deve ser nos melhores negócios.

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Mas há, ainda, um argumento que provém da própria ótica financeira. Os bancos costumam ter linhas de crédito subsidiadas para expansão, tecnologia e aquisição de equipamentos. Essas linhas têm um juro mais baixo do que as que têm por objetivo financiar capital de giro. Sendo assim, é melhor guardar o próprio capital e tomar empréstimos a juro mais baixo do que fazer investimentos com recursos próprios e correr o risco de ter de tomar dinheiro mais caro para financiar o giro.

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Como se pode ver, no mundo das escolas o investimento é vida. E recorrer a capital de terceiros como forma de melhorar a qualidade dessa vida e ter uma maior longevidade é, muitas vezes, a melhor estratégia de negócios para as escolas.

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escrito por
Marina Camargo e Fernando Barão, sócios da Corus Consultores.
Corus Consultores é uma empresa de especializada na gestão de escolas particulares que atua no mercado desde 1988, atendendo centenas de instituições que buscam soluções para esse tipo de desafio. O grande diferencial da Corus está na metodologia utilizada para isso. O pleno entendimento dos elementos que compõem a gestão escolar, combinado com análises profundas e personalizadas feitas em conjunto com gestores, garantem a maximização dos resultados, do ponto de vista empresarial. A tradição e ampla experiência no mercado educacional garantem uma consultoria de qualidade, baseada na experiência com casos de sucesso e prevenção de problemas, buscando, assim, os melhores caminhos para a melhoria dos resultados.