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Pedagógico

Conheça cinco ações de sucesso contra a violência em escolas

É possível encarar este grave problema com ações integradas entre governos, instituições de ensino, famílias, ONGs e plataformas que gerenciam redes sociais

Publicado em
2/5/2023
07
💡 Dica: se a palavra estiver azul, ela é clicável e te leva ao link com mais detalhes!

Entre 2022 e 2023, as escolas brasileiras sofreram mais ataques do que na soma dos 18 anos anteriores. A conclusão é de um levantamento realizado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que identificou 23 ações, entre 2002 e o primeiro trimestre de 2023. 

Novas ações violentas seguem acontecendo, para grande preocupação das famílias e das próprias instituições de ensino. Entre 2012 e 2022, 34 ataques foram evitados, 22 deles apenas em 2022. 

Trata-se de um problema complexo, que envolve situações socioemocionais, dificuldades em casa, caso de bullying nas escolas, problemas de saúde mental agravados pela pandemia e acesso, via internet, a grupos de incentivo a atos criminosos. E não é um drama apenas brasileiro: ainda que os ataques tenham acelerado no país, em outras nações eles são comuns há pelo menos décadas.

Mas, precisamente porque outros locais encaram este desafio há algum tempo, é possível identificar estratégias bem sucedidas. Elas oferecem lições valiosas. A principal delas: ações isoladas não funcionam. As mais bem sucedidas são as que conciliam os esforços de governos, instituições de ensino, famílias, ONGs e plataformas que gerenciam redes sociais.

Conheça agora cinco iniciativas que se mostraram capazes de conter o avanço da violência dentro das escolas.

1. Christchurch Call to Action

Onde: Nova Zelândia.

Quando: 2019 em diante.

O desafio encarado: Reagir a um ataque terrorista em duas mesquitas em Christchurch que deixou 51 mortos e 50 feridos.

A estratégia: O país procurou a França para lançar uma iniciativa conjunta, a Christchurch Call to Action, que criou uma central de denúncias unificadas, além de pesquisas sobre o desenvolvimento de algoritmos capazes de identificar ameaças e comportamentos suspeitos na internet. Também produziu diretrizes para ajudar a imprensa repensar sua abordagem a estes crimes.

Os resultados: Atualmente, o grupo agrega esforços e compartilha informações entre 120 países diferentes, incluindo instâncias governamentais, ONGs, redes sociais e empresas de tecnologia. Debate desde ações para reduzir a incidência de bullying no ambiente escolar até medidas preventivas baseadas em tecnologia. O Brasil não participa da coalisão.

2. Global Internet Forum to Counter Terrorism (GIFCT)

Onde: Tem alcance mundial.

Quando: 2017.

O desafio encarado: Reunir diversas plataformas, além de organizações da sociedade civil e governos, em torno de ações eficazes para retirar do ar conteúdo de incentivo à violência, incluindo textos e vídeos relacionados a ataques antigos.

A estratégia: Em poucos anos, o fórum já alcançou a participação de 18 companhias, incluindo Twitter, Facebook, Microsoft e YouTube. Elas atuam de forma a monitorar e prevenir o incentivo ao terrorismo em suas mais variadas formas, incluindo os ataques armados contra instituições de ensino.

Os resultados: Além de barrar diariamente milhares de informações de estímulo à violência, com base na identificação de hashtags previamente mapeadas, o grupo inspirou o surgimento de uma versão acadêmica da iniciativa, a Global Network on Extremism and Technology (GNET), liderada pelo International Centre for the Study of Radicalisation and Political Violence, instalado no King's College London. Mais uma vez, o Brasil não participa da iniciativa.

3. Centros de convivência escolar

Onde: Colômbia.

Quando: 2013.

O desafio encarado: Desenvolver uma estratégia eficaz para o momento posterior a ataques, ou mesmo tentativas de realizar ações violentas dentro de instituições de ensino – assim como possíveis situações de abuso doméstico.

A estratégia: Os centros de convivência escolar atuam recebendo vítimas, oferecendo apoio psicológico. Além disso, estão integrados a um sistema nacional de notificação, que formou um banco de dados capaz de levar inteligência à prevenção de novos incidentes.

Os resultados: Depois de uma década de atuação, os centros se mostraram capazes de acolher dezenas de profissionais e de jovens, além de alimentar com dados confiáveis e detalhados uma série de ações preventivas da parte das entidades governamentais.

4. Resolução negociada de conflitos

Onde: Chile.

Quando: 2019.

O desafio encarado: Prevenir possíveis situações que, no médio e no longo prazo, desencadeiem ações violentas. Uma das manifestações mais perigosas de agressividade é a prática de bullying, que já atingiu um em cada três estudantes do mundo, segundo estimativa da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). São ações que deixam sequelas na saúde física e mental, além de impactar o desempenho escolar.

A estratégia: Agir de forma proativa, identificando casos de conflitos dentro do ambiente escolar e colocando em prática ações de valorização, respeito e inclusão.

Os resultados: Além de melhorar o ambiente nas escolas, a política, amparada numa lei federal, estabeleceu com maior clareza o papel e as responsabilidades de todos os funcionários das instituições de ensino, incluindo diretores e professores, na promoção de um ambiente acolhedor e que atua de forma a resolver conflitos de forma negociada.

5. Restrição ao acesso a armas de fogo 

Onde: Reino Unido.

Quando: A partir de 1996.

O desafio encarado: Um homem de 43 anos invadiu um ginásio da Escola Primária Dunblane, na Escócia, e matou 16 alunos de 5 a 6 anos e um professor. Estava armado com duas pistolas e dois revólveres.

A estratégia: O país, que já tinha uma das políticas de acesso a armas de fogo mais restritivas do planeta, aprovou uma série de medidas para dificultar ainda mais a compra e a concessão de licenças. As exceções são raras e envolvem antiguidades e armas cuja munição não seja mais fabricada.

Os resultados: São raríssimos no país os episódios de violência armada com grandes quantidades de vítimas, seja em escolas, seja em lugares públicos.

O isaac apoia as instituições de ensino

Num momento tão difícil, marcado por traumas e ansiedade compreensível, o isaac pode contribuir apoiando as escolas a encontrar estabilidade financeira, que permite encontrar o equilíbrio de caixa necessário para, por exemplo, investir em soluções de apoio que vêm sendo adotadas por dezenas de estados brasileiros, como sistemas de monitoramento por câmera e alterações nas estruturas físicas – muitas escolas brasileiras têm optado, por exemplo, em realocar a secretaria para áreas de menor contato com as salas de aula e os demais espaços de circulação de alunos.

Isso porque o isaac disponibiliza uma plataforma de gestão financeira que facilita os pagamentos, para os responsáveis financeiros dos alunos. E, do ponto de vista das escolas, garante previsibilidade no recebimento das mensalidades. Mais ainda: ao melhorar o relacionamento com as famílias no que tange um assunto delicado como os pagamentos, permite criar um ambiente mais amigável para debater temas complexos, como a segurança e os conflitos dentro do ambiente escolar. 

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