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Gestão

Campanha de matrículas 2027: o que revisar no contrato escolar, com a advogada educacional Jamile El Husny

Prepare sua escola para a campanha de matrículas 2027 com orientações da advogada educacional Jamile El Husny sobre contratos, inclusão, ECA Digital, uso de imagem e gestão financeira.

Publicado em
5/10/26
Atualizado em
5/10/26
05 min
💡 Dica: se a palavra estiver azul, ela é clicável e te leva ao link com mais detalhes!
Conteúdo em parceria com especialista
Este artigo foi desenvolvido pelo isaac em colaboração com Jamile El Husny, advogada educacional. Ele reúne as orientações que ela compartilhou durante a ExpoEduc e em vídeos gravados sobre o ECA Digital. As falas citadas são dela, e o texto foi revisado e aprovado por ela antes da publicação.
Última atualização: 02/10/2026
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Quem é Jamile El Husny: Jamile El Husny é advogada, OAB/PA 17.408, pós-graduada em Direito Processual pela UNAMA e com formação em Direito Educacional pela ESA, com mais de 15 anos de atuação na área. Atua com advocacia preventiva para escolas particulares, é presidente da ABRADE-PA, palestrante e criadora do curso “Advogando para Escolas, Sócia fundadora do escritório El Husny Advocacia. 

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Quando uma escola pensa em campanha de matrículas, costuma pensar em divulgação, visitas e condições comerciais. Mas a matrícula de uma família só se sustenta quando tudo o que vem antes e depois da assinatura está alinhado: um contrato atualizado, autorizações válidas e uma gestão financeira que não dependa de sorte para fechar o mês.

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Durante a ExpoEduc, Jamile El Husny compartilhou, em parceria com o isaac, três orientações para as escolas revisarem seus contratos de prestação de serviços educacionais e iniciarem a campanha de matrículas 2027 com mais segurança jurídica. Ela também gravou vídeos respondendo dúvidas frequentes sobre o ECA Digital. Neste artigo, reunimos a visão dela sobre cada ponto e mostramos como transformá-los em ações práticas.

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Por que a campanha de matrículas 2027 começa antes do contrato?

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Porque o contrato é a concretização do encantamento e da vontade de pertencer àquela comunidade escolar.. A família conhece a instituição pelas redes sociais, onde vê fotos e resultados dos alunos. Conversa com a secretaria sobre como funcionam os processos internos, valores e formas de pagamento. Só depois assina. Cada uma dessas etapas cria uma expectativa e, hoje, também uma responsabilidade legal. Revisar o contrato antes de abrir a campanha evita descobrir lacunas quando as matrículas já estão em andamento, e trazem segurança para todo um ano letivo.

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Por que o contrato escolar precisa de uma cláusula específica para educação especial e inclusiva?

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Porque a inclusão é uma obrigação legal das escolas privadas, e um bloco contratual deixando claras as regras e o que esperar da escola e quais as responsabilidades da família, evitam muitos conflitos comuns por falta de procedimentos claros. 

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A Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) aplica às instituições privadas, de qualquer nível de ensino, as obrigações de garantir um sistema educacional inclusivo. O art. 28, §1º, veda a cobrança de valores adicionais de qualquer natureza em mensalidades, anuidades e matrículas para cumprir essas determinações. O Supremo Tribunal Federal manteve esses dispositivos ao julgar a ADI 5357, mas ainda assim podem haver combinados com a família quanto a serviços que excedem as obrigações a serem cumpridas pela escola.

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Na prática, a escola pode receber atendentes terapêuticos, psicólogos, aplicadores de determinado método como ABA, enfermeiros, e tudo isso também precisa estar bem ajustado. 

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Este bloco contratual estabelecerá “as regas do jogo” alinhados a legislação e no que tange as regras de uma empresa privada, já que a escola particular não deixa de ser uma empresa. 

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Alguns pontos interessantes que a escola pode discutir com seu advogado educacional:

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  • o compromisso da escola com a inclusão e com o atendimento educacional necessário;
  • como a família pode compartilhar informações que ajudem no planejamento pedagógico do estudante e na elaboração do estudo de caso, sem que a entrega de documentos vire barreira à matrícula;
  • os canais e a periodicidade de comunicação entre escola e família;
  • Como se dará a comunicação e registro dos alinhamentos junto aos profissionais extra-escolares
  • a referência ao regimento escolar e a estruturação do AEE no projeto político pedagógico da instituição.

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Por que a autorização de uso de imagem deve estar em um termo separado?

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Porque, com o ECA Digital, a autorização de imagem exige finalidade específica e assinatura válida do responsável. Um termo próprio permite descrever cada finalidade, coletar o consentimento com clareza e atualizá-lo ou revogá-lo sem mexer no contrato de prestação de serviços.

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O que é o ECA Digital e o que muda para as escolas?

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O ECA Digital é a Lei nº 15.211/2025, sancionada em 17 de setembro de 2025 e em vigor desde 17 de março de 2026. Ela amplia para o ambiente online a proteção prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente.

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Jamile lembra que a BNCC Computação já trazia os eixos de mundo digital, pensamento computacional e cultura digital. O ECA Digital acrescentou outra camada:

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“O ECA Digital veio trazendo elementos de segurança para plataformas digitais, principalmente para esse ambiente digital. Aumentou a supervisão parental, que é a obrigação dos pais de estar acompanhando a vida digital dos filhos, e também trouxe aspectos da prevenção com a publicidade inadequada de crianças e adolescentes.”

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Para as escolas, isso alcança a imagem dos alunos, as plataformas utilizadas, os projetos, e o material didático. Sobre este último, ela orienta:

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“Quando a gente fala sobre material didático, a gente precisa encontrar nesses materiais didáticos elementos que contribuam com a formação de cidadãos digitais, capazes de compreender, utilizar e até criar tecnologias de maneira segura, responsável e entendendo os riscos da internet.”

Como coletar uma autorização de imagem com validade?

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A orientação de Jamile é não usar formulários simples:

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“Você não vai poder utilizar o Google Forms, porque a gente vai precisar de uma assinatura válida do responsável legal, geralmente os pais daquele aluno.”

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A assinatura pode ser feita por certificado digital ou por assinatura eletrônica, como a do gov.br ou de plataformas como a DocuSign.

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O termo deve indicar a finalidade da autorização, como publicações institucionais ou registros de práticas pedagógicas. Como boa prática alinhada à LGPD, vale prever também o prazo de validade e a possibilidade de revogação.

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E os posts de aprovados no vestibular e os alunos influencers?

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A escola pode postar, desde que tenha autorização específica. Nas palavras de Jamile:

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“Você pode postar suas práticas pedagógicas, mas você precisa de uma autorização do responsável, com a finalidade específica.”

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O cuidado deve ser redobrado com a imagem recorrente de crianças e adolescentes em conteúdo publicitário, monetizado ou de exposição profissional, como no caso do aluno influencer, que muitas vezes tem bolsa de estudo. Nessas situações, a Meta pode exigir alvará judicial:

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“Tenha cuidado redobrado com aquela imagem habitual da criança, porque a Meta vai exigir alvará judicial para conteúdo publicitário, monetizado e aquela exposição profissional, que nem aluno influencer que a gente tem muitas vezes, que até tem bolsa de estudo na escola.”

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O mesmo vale para a campanha de matrículas. Segundo Jamile, impulsionar uma postagem com resultados de vestibular, usando-a de forma publicitária, pode levar a Meta a pedir o alvará ou restringir a conta:

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“Se for uma postagem para atrair matrículas com base no resultado do vestibular, você impulsionar aquilo, usar de maneira publicitária, pode ser que a Meta acabe lhe pedindo o alvará, mas até então não temos um comportamento homogêneo das redes.”

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Se a conta for restringida, existe um caminho para reverter a situação:

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“Você vai lá e vai gerar um linkzinho na própria restrição da Meta. Você clica nesse link e lá vai dar a oportunidade para você carregar a sentença, o alvará judicial ou a autorização específica. E aí a conta perde a restrição.”

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O objetivo, ela reforça, não é parar de postar os alunos:

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“É importante que a gente saiba que o objetivo não é impedir que se poste os alunos [...]. Na verdade, é uma mudança de paradigma, pensando sempre no melhor interesse do menor. Muitas escolas já fazem bem.”

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E o bullying e o cyberbullying?

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A Lei nº 13.185/2015 estabelece o dever de prevenir, conscientizar e diagnosticar o bullying e o cyberbullying. A escola deve agir mesmo quando a situação nasce fora do ambiente escolar e chega até ela. Jamile resume o que se espera da instituição:

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“A escola também tem o dever de agir, aplicar os protocolos e evitar que aquilo continue. Se for o caso, fazer até o encaminhamento para a Delegacia da Criança e do Adolescente.”

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Vale conferir se contrato e regimento estão coerentes com esses protocolos.

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Como a gestão financeira previsível apoia a campanha de matrículas?

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Porque uma escola que sabe quanto vai receber em cada mês toma decisões pedagógicas e estratégicas com mais tranquilidade e não precisa ajustar a campanha por pressão de caixa.

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O contrato define valores, vencimentos e formas de pagamento. O que vem depois é operação, e é aí que o isaac atua. A escola cadastra as matrículas e define planos de pagamento, bolsas e descontos na Plataforma isaac. O isaac envia os boletos às famílias todos os meses, atende dúvidas sobre vencimento, juros, multa e renegociação, e repassa as mensalidades à escola na data combinada. Isso vale mesmo quando o responsável atrasa, conforme as condições da parceria. As famílias pagam por Pix, boleto ou cartão no meu isaac.

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A escola continua responsável por cadastrar novas matrículas, criar planos de pagamento, alterar bolsas, descontos e valores, e registrar cancelamentos. Pela plataforma, ela acompanha o status das matrículas em todas as etapas, a performance de matrícula e a situação dos pagamentos. Conheça as soluções de Segurança Financeira e Gestão de Inadimplência.

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Divisão de responsabilidades: a parte jurídica (cláusulas, termos e regimento) é com o advogado especializado em direito educacional. A parte operacional (cobrança, atendimento às famílias e repasse) é com o isaac. Uma não substitui a outra.

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Checklist: o que revisar antes de abrir as matrículas 2027

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  • Bloco contratual de educação especial e inclusiva incluído, revisado por advogado educacional e taxa adicional ou cobrança adicional para o apoio escolar caso seja necessário.
  • Termo de autorização de imagem separado do contrato, com finalidade específica.
  • Assinatura válida do responsável, por certificado digital ou assinatura eletrônica.
  • Postagens e impulsionamentos com imagem de alunos revisados (aprovados, alunos influencers, campanhas).
  • Contrato e regimento coerentes com os protocolos de bullying e cyberbullying.
  • Planos de pagamento, bolsas e descontos definidos e consistentes com o contrato.
  • Fluxo de cobrança e de atendimento às famílias organizado.

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Comece a campanha de matrículas 2027 com mais segurança

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A campanha de matrículas 2027 começa agora, com contrato revisado, autorizações em ordem e um caixa previsível. Se a sua escola já está se preparando, essas orientações são um ótimo ponto de partida.

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Quer ter mais estratégia, controle e previsibilidade nas matrículas? Fale com um consultor do isaac e saiba como funciona a Segurança Financeira para a sua escola.

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Fontes e referências

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Sobre a especialista e sobre o isaac

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Jamile El Husny: OAB/PA 17.408. Advogada especializada em Direito Educacional e advocacia preventiva para escolas particulares, com mais de 15 anos de atuação. Pós-graduada em Direito Processual pela Universidade da Amazônia, possui formação em Direito Educacional pela Escola Superior de Advocacia e formação internacional em serviços educacionais socioemocionais, comportamentais e de educação especial pela Colorado University. Também possui capacitações em LGPD, negociação e administração de conflitos e prevenção da automutilação e do suicídio. É presidente da ABRADE-PA, integrante do Conselho Científico da ABRADE Nacional e da Comissão OAB Vai à Escola-PA. Atua também como palestrante, criadora do curso “Advogando para Escolas”, CEO da Kiwi Digital Educacional e sócia-fundadora do Husny Advogados Associados.

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Site: https://www.jamilehusny.com.br/

LinkedIn: https://br.linkedin.com/in/jamile-el-husny-516209325

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isaac: O isaac é uma plataforma de soluções financeiras e de gestão voltada a instituições de ensino, oferecendo recursos como gestão financeira, controle de inadimplência e garantia de recebimento das mensalidades. A empresa foi fundada em 2020 e, atualmente, informa ter mais de 3.000 instituições de ensino básico e superior parceiras em todo o Brasil.

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Este conteúdo é informativo, foi elaborado em parceria com advogada especialista e não substitui a orientação jurídica individual para a sua escola. Consulte um advogado especializado em direito educacional.

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