Entenda o que é e como essa nova metodologia está revolucionando o futuro da educação de forma ágil e inspiradora para os alunos
O protagonismo do aluno dentro da sala de aula tem ganhado cada vez mais novas formas de aprendizado. Com o avanço da tecnologia e a facilidade de acesso à informação, a educação está passando por transformações positivas e, com os novos conceitos e metodologias de ensino que surgem a todo instante, é preciso estar atento para saber o que e como colocar em prática na sua escola.
Um grande exemplo disso é a cultura maker! Esse conceito permite que o estudante possa experimentar novos conhecimentos e pontos de vista para a resolução de problemas, analisando a sua perspectiva durante o processo.
Esse tema pode ser utilizado em diversos cenários e contextos da sociedade, e principalmente no setor educacional. Confira a seguir, o que é e como você pode aplicar a educação maker na sua escola!
Com certeza você já deve ter procurado por algum conteúdo que o ensinasse a fazer algo específico, como ter assistido a um vídeo no Youtube de “Faça você mesmo a sua decoração de ano novo”, ter lido uma matéria interessante de “Faça você mesmo o seu jardim vertical” ou qualquer outro assunto que goste e tenha curiosidade de aprender, não é mesmo?
Cultura maker é colocar a mão na massa e fazer você mesmo!
A origem do movimento está no conceito DIY (em inglês é Do It Yourself), que significa: faça você mesmo. Simplificando, ao aplicar essa metodologia dentro das salas de aula, os educadores dão aos alunos a chave para desenvolver seus próprios projetos e resolver problemas, tornando-os protagonistas do seu processo de aprendizagem.
Essa prática se popularizou bastante de uns tempos para cá e tem ganhado cada vez mais espaço nos ambientes pedagógicos. Isso porque a tecnologia trouxe consigo a necessidade de inovar, ainda mais durante a pandemia da Covid-19, e impactou muitos setores da sociedade, como o educacional.
O trabalho repetitivo e maçante está ficando cada vez mais substituível, ainda mais quando relacionado às áreas tecnológicas. O mercado começou a ser impulsionado por novas ideias e projetos, que refletem a vontade das pessoas de construir o seu conhecimento perante o que querem realmente saber, não somente consumi-lo.
Esse ponto foi essencial para que o universo da educação buscasse inovar e apostar na cultura maker dentro das salas de aula. Apresentando aos alunos o desafio de fazer, testar, experimentar, descobrir, construir e inovar. Tornando como base valores importantes, até para a convivência social, como colaboração, troca de conhecimentos, busca por soluções para problemas reais, proatividade, experimentação e prototipagem.
Lembre-se que cada ser humano tem o seu processo de aprendizado. Com os alunos, ainda mais em fase de formação, não seria diferente, sendo assim as táticas desenvolvidas por cada um para a resolução do problema será diferente.
Cada um terá a sua linha de raciocínio para destrinchar e solucionar determinado tema, a partir do sentimento e aprendizado que adquiriu ao longo do caminho para dar vida ao resultado final.
Essa é a magia da cultura maker, fazer com que os estudantes sintam-se confiantes de colocar a mão na massa e moldar seus projetos, colocando em prática tudo o que foi aprendido em sala.
Existem inúmeros benefícios para implementar a cultura maker nas escolas, tanto para os alunos, quanto para as próprias IEs.
Ao perceber que em um ambiente maker eles podem colocar a mão na massa e usar bastante de sua criatividade, deixando de lado o ensino tradicional, os estudantes passam a se motivar mais com o aprendizado e sentem-se livres para criar, aprender e desenvolver.
A implementação da educação maker nas instituições precisa ser feita de forma estratégica, pois oferece um sistema de ensino diferenciado ao que os alunos, famílias e responsáveis estão acostumados. Por isso é preciso ter cuidado e um olhar atento para a adoção dessa cultura.
Por ter se tornado uma tendência mundial, a escola que aposta nessa ideia é capaz de preparar melhor o seu corpo docente e proporcionar melhores condições aos seus estudantes.
Mas calma, transformar uma aula tradicional em algo prático e mão na massa não é tão simples quanto parece. O educador deve ser preparado para isso, inclusive para utilizar referências das disciplinas previstas na grade curricular e conseguir envolver a todos no processo de aprendizagem.
Mantenha um bom relacionamento e contato direto com o seu corpo docente, para que estejam alinhados em todas as etapas dessa implementação. Despertar o interesse dos professores é importante para tornar essa metodologia ainda mais atrativa para os alunos, já que eles são as maiores referências dentro das salas de aula.
Uma boa iniciativa é oferecer a capacitação adequada para que os educadores e profissionais entendam melhor o que é e como funciona a cultura maker para que sintam-se mais confortáveis para implementá-la no dia a dia. Pesquise por treinamentos e cursos específicos para ajudá-los. Se preferir, contrate uma empresa especializada para fazer essa integração e dar o suporte necessário para que a sua escola seja parte do movimento.
Analise também quais metodologias inovadoras e cursos podem ser aplicados no ambiente escolar, para que além de interessar os alunos, possa instigá-los ainda mais a aprender e descobrir um mundo de possibilidades.
Mas não adianta só inovar o ensino, treinar o corpo docente e apresentar o novo processo aos alunos e famílias se a escola também não estiver aberta e engajada com essas mudanças. Ser mais participativa, ficar de olho nas tendências e se permitir ser parte da transformação é fundamental para dar o exemplo e vivenciar essa cultura empreendedora.
Você já aplicou a educação maker na sua escola? Conta aqui!
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