Escolas

Como calcular o preço da mensalidade escolar?

Definir esse valor é uma das tarefas mais importantes de uma instituição de ensino privado, por isso é preciso foco e atenção

Definir o valor da mensalidade escolar não é algo simples, muito pelo contrário, estabelecer a precificação é uma das tarefas mais delicadas e importantes a serem tomadas por uma instituição de ensino privado.


Não é apenas decidir um preço, divulgá-lo e aguardar as matrículas. Há todo um processo que deve ser pensado com cautela e que precisa levar em consideração diversos fatores que também demandam investimentos financeiros, como materiais didáticos e acadêmicos, salário dos funcionários e corpo docente,  infraestrutura e eventuais reformas. 


Para tornar-se referência no setor, é necessário que a escola disponha de ensino e sistema de qualidade, buscando sempre proporcionar o melhor processo de ensino e aprendizagem, o que demanda investimento de tempo e dinheiro. 

A seguir, elencamos alguns pontos que precisam ser considerados na hora de calcular o preço da mensalidade escolar! Tenha uma ótima leitura :)

Como fazer a precificação correta?

Comece realizando uma boa pesquisa de mercado para descobrir se a sua escola está dentro dos padrões de preços versus os serviços oferecidos pelas concorrentes. Mapeie e compare os valores das mensalidades de cada ano escolar em outras IEs. 

É importante definir o valor das mensalidades levando em conta a condição financeira do seu público-alvo, de maneira que não espante as famílias e, ainda assim, consiga manter uma boa margem de lucro. Se o valor for incompatível às expectativas dos pais e responsáveis, isso pode ser determinante e perigoso, gerando insatisfações e eventualmente a queda do número de alunos matriculados. 

Se o preço for considerado dentro do orçamento e justo para a localização e serviços ofertados, a imagem da instituição é beneficiada, transmitindo credibilidade, integridade e confiança - valores super atrativos. Mas atente-se, pois, se considerados abusivos (ou até mesmo baratos demais) podem passar insegurança. Todo cuidado é pouco!

Para chegar a um cálculo, que possa ser considerado justo pelo público, são considerados diversos fatores. 

O que considerar na hora de precificar a mensalidade?

Segundo a Lei nº 9.970/99: As instituições de ensino privado precisam indicar os valores das mensalidades dos cursos uma vez ao ano, exceto para os de início semestral. Isso impossibilita os reajustes e a correção de rotas, por meio de aumento na mensalidade, ao longo do período letivo.

Portanto, tenha muita atenção na hora de fazer o cálculo, pois um pequeno deslize poderá afetar o orçamento anual da sua escola, e se o preço for alto poderá afastar as famílias, impactando no número de matrículas e rematrículas, o que consequentemente, diminuirá o seu rendimento financeiro.

As mensalidades escolares possuem um método de precificação diferente, porque é preciso considerar a frequência dos estudantes e o quanto cada curso impacta nos custos fixos da instituição.

Fatores que influenciam na precificação

  1. Saiba a capacidade de alunos

O primeiro passo é saber a capacidade de alunos que a sua escola receberá, considerando todo o cronograma anual, como a carga horária e os dias letivos no mês. Para efetuar o cálculo, são necessários os itens abaixo:

(a) capacidade máxima de alunos que o ambiente comporta

(b) taxa de ocupação atual

(c) quantidade de dias letivos/mês

(d) média da carga horária de cada estudante

Para chegar ao número definitivo, efetue a seguinte conta: a.b x c x d. Assim, é possível conhecer a carga horária total. Por exemplo: se a capacidade máxima é de 400 alunos, a taxa de ocupação (b) é de 80%, o mês de 20 dias letivos (c) e, por fim, a média de carga horária (d) é de 4h. Sendo assim, o valor total de capacidade em horas-aula da instituição é: 320 x 20 x 4 = 25.600 horas

Chegando nesse valor, repita o cálculo para cada curso, assim saberá a sua proporção no total. Por exemplo, ao calcular a capacidade de estudantes do Ensino Médio o valor é de 12.800 horas, estima-se que 50% dos custos é destinado ao Ensino Médio.

  1. Toda turma tem seu gasto

É normal que as turmas de Ensino Infantil, Fundamental e Médio tenham quantidades diferentes de alunos, e que para cada uma delas sejam definidos valores distintos. Por isso, é importante refazer o cálculo para cada um desses anos e você poderá se preparar adequadamente, até mesmo para possíveis imprevistos.

  1. Conheça os seus custos

Cada turma tem um gasto diferente, pois cada sala tem as suas necessidades. Por exemplo, no Ensino Infantil precisa ter uma brinquedoteca e sala para a soneca, já para o Ensino Fundamental e Médio laboratórios de ciências e informática.

Lembre-se de fazer uma distinção entre custo fixo e variável. O custo fixo, como o nome diz, refere-se aos gastos já previstos e que não sofrem variação ao longo do tempo, como salário e aluguel. Já os custos variáveis são mais difíceis de prever, mas é importante criar uma estimativa. Exemplos de custo variável são materiais utilizados em sala de aula, manutenções e reformas. 

Outros gastos e custos fixos também precisam ser anotados: contas de luz, água, internet e telefone, além de material de limpeza, de sala de aula, papelaria, higiene, cozinha etc.

Como o custo fixo não pode ser alterado, a melhor dica para economizar é revisar os custos variáveis e entender o que pode ser enxugado. O faturamento deve considerar essas despesas para que, no fim do dia, a escola tenha lucratividade!

Considere também o investimento a ser disponibilizado com as estratégias de captação de alunos. Por mais que esses gastos aconteçam em momentos sazonais, considere o período de matrículas abertas no momento da precificação, para não ter problemas futuros nas finanças.

  1. Tenha uma margem de lucro

Depois de calcular tudo o que envolve os três primeiros itens, você precisa considerar o quanto é possível obter como lucro na sua escola, então, analise se esses valores estão dentro do esperado no orçamento. Com os valores dos custos por turma, acrescente uma taxa de estimativa de lucro. Por exemplo: se o lucro esperado for de 20% e os gastos totais de R$ 10.000, adicione esse valor ao custo e chegará a um total de R$ 12.000,00.

  1. Chegamos ao valor final da mensalidade!

Depois de tudo isso, agora você precisa chegar ao preço individual da mensalidade escolar de cada estudante. Então, divida o valor acumulado pelo número total de alunos matriculados na escola. Se a sua instituição contar com 100 estudantes e o montante de gastos somado à margem de lucro chegar a R$ 12.000, então o valor de cada mensalidade será de R$ 120,00.

Além disso, lembre-se de sempre manter uma comunicação transparente e sincera com as famílias e alunos. Esteja atento às opiniões deles, pergunte e coloque em prática o que conseguir para que a relação seja eficiente e boa para todos.   

A precificação da mensalidade escolar torna-se um elo de confiança e relacionamento entre o colégio e todos da comunidade escolar. E para que tudo caminhe da forma mais organizada e assertiva, é preciso ter planejamento!

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