A partir das experiências de Renata Vichi, ex-CEO da Kopenhagen e fundadora da Brasil Cacau, entenda como construir uma escola longeva, inovadora e reconhecida pelas famílias sem abrir mão de sua identidade.
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Toda escola quer crescer e enfrenta pressão constante para inovar. Porém, muitas vezes, as instituições são regidas pelo medo de perder aquilo que as tornou relevantes e afastar as famílias.
O desafio é continuar reconhecível enquanto cresce. Crescer preservando a própria essência é uma das tarefas mais complexas para qualquer organização longeva.
Para Renata Vichi, ex-CEO da Kopenhagen e fundadora da Brasil Cacau, empresas duradouras não sobrevivem porque permanecem iguais, mas porque conseguem inovar sem romper com a própria identidade.
A seguir, confira os principais aprendizados da especialista. Boa leitura!
Existe um erro comum quando escolas iniciam processos de transformação: acreditar que evoluir exige romper com o passado.
As famílias não escolhem instituições apenas por estrutura ou metodologia. Elas também escolhem pelo vínculo emocional e pela reputação construída ao longo do tempo. E isso leva anos, muitas vezes décadas, para ser consolidado.
Durante a palestra realizada no estande do isaac, na Bett Brasil 2026, Renata Vichi destacou que tradição não pode servir de justificativa para a inércia. Na Kopenhagen, o princípio que guiou décadas de gestão foi mudar tudo ao redor da marca para não precisar mudar a marca.
Para escolas, a lógica é semelhante. A instituição não precisa abandonar seus valores ou sua história para evoluir. O que precisa avançar é a experiência oferecida à comunidade escolar, preservando a essência que faz a instituição ser reconhecida e valorizada.
“Crescer é importante, mas permanecer relevante é muito mais difícil. Sustentar essa relevância é ainda mais estratégico e, por consequência, mais complexo. Negócios fortes não nascem, eles são construídos”, afirma Renata.
A partir disso, a especialista propõe uma mudança de perspectiva. Em vez de focar apenas em “como crescer?”, é preciso refletir mais sobre “como continuar sendo importante?”.
Poucas marcas completam 100 anos. A longevidade é resultado de decisões consistentes tomadas ao longo do tempo.
A Kopenhagen alcançou seu centenário sem abandonar os produtos que a tornaram reconhecida. O que mudou foi tudo ao redor deles: os canais, a experiência de loja, o digital, a linguagem das campanhas, os formatos de relacionamento com o consumidor.
No contexto educacional, o princípio é o mesmo. Inovação não precisa significar trocar toda a metodologia ou reinventar a escola de uma vez. Muitas vezes, as transformações mais sustentáveis acontecem em movimentos graduais, como:
Uma reflexão sobre presente e futuro: você está construindo a longevidade da sua escola hoje ou apenas esperando que ela aconteça no futuro?
Longevidade não é um destino. É o resultado de escolhas consistentes feitas todos os dias.