Entenda os métodos de Paulo Freire e descubra como uma gestão financeira mais eficiente com o isaac pode aumentar o investimento no pedagógico e fortalecer a educação transformadora nas escolas.

O educador e filósofo brasileiro faria 105 anos em 2026, e até hoje é um dos maiores nomes da defesa e fortalecimento das causas educacionais. Conhecer seu método também ajuda a entender algo que toda escola enfrenta na prática: transformar pedagogia em rotina exige tempo, estrutura e recursos, e isso começa muito antes da sala de aula.
É com uma das frases mais icônicas do grande educador e filósofo brasileiro, Paulo Freire (1921–1997), que começamos esse post em sua homenagem. O pernambucano, nascido na capital do estado, em Recife, completaria 105 anos no dia 19 de setembro de 2026.
Freire é considerado o Patrono da Educação Brasileira por reconhecimento ao mérito de sua obra e inúmeras contribuições para a educação e alfabetização no Brasil, e até mesmo no mundo. Foi o precursor de um método de ensino inovador, onde acreditava que a educação era uma das principais ferramentas para a transformação da sociedade.
Neste conteúdo, você vai conhecer os métodos de educação e alfabetização utilizados por Paulo Freire, entender quem foi um dos maiores nomes da defesa das causas educacionais, e o que é preciso, na prática, para que uma escola consiga sustentar um método pedagógico tão exigente quanto o dele.
Paulo Reglus Neves Freire, ou apenas Paulo Freire, teve sua primeira formação na área da advocacia, em 1943, pela Faculdade de Direito de Recife, mas preferiu migrar para ensinar e defender outros direitos: os educacionais. Acompanhe abaixo quais os seus melhores feitos para a alfabetização e educação brasileira:
1947: Tornou-se diretor do Departamento de Educação e Cultura no SESI (Serviço Social da Indústria), onde deu início a um processo de alfabetização de jovens e adultos carentes e trabalhadores da indústria.
1959: Passou no processo seletivo na cátedra de História e Filosofia, na Escola de Belas Artes da Universidade de Recife, onde apresentou a tese Educação e Atualidade Brasileira.
1961: Como diretor do Departamento de Extensões Culturais da Universidade de Recife, comandou um time de professores na criação de uma escola em Angico, no Rio Grande do Norte, pequeno vilarejo com grande taxa de analfabetos. Lá começou a realizar as primeiras táticas de alfabetização com adultos, em que mais de 300 pessoas foram alfabetizadas em 45 dias de estudo, todos trabalhadores de canaviais locais.
1988 e 1991: Foi professor na PUC de São Paulo e na Unicamp, e assumiu o cargo de secretário da educação do município de São Paulo.
Além disso, o escritor também lecionou Filosofia da educação na Universidade de Recife e foi professor de língua portuguesa no Colégio Oswaldo Cruz.
Durante toda a sua carreira, Paulo Freire buscou intensificar a educação como base para criar uma sociedade mais justa e igualitária, e concentrou-se em desenvolver metodologias pedagógicas que elevassem o setor educacional de forma geral, acessível a toda a população, como um ato solidário e coletivo.
O educador defendia que o ensino deveria partir do universo de cada grupo de alunos, apresentado de encontro às necessidades reais de cada indivíduo (seu dia a dia, seu estilo de vida, seu repertório), deixando de lado o material engessado como método único e o didático padronizado.
O princípio da metodologia freireana era de que os professores deveriam conhecer as palavras e as questões mais importantes presentes na vida e no cotidiano dos alunos. Essa análise deveria ser feita antes do processo de alfabetização, para que o plano de ensino fosse estruturado visando os objetivos particulares de cada grupo.
Com esse processo, os estudantes se sentiam mais motivados, unificados e abertos à alfabetização, pois os professores se comunicavam na mesma linguagem do seu universo vocabular. O educador previa a educação como uma troca, em que professores e alunos dialogavam e o aprendizado se criava com base nas necessidades reais dos estudantes, rompendo com a visão tradicional em que o professor é o único detentor da sabedoria.
Essas primeiras experiências de Freire aconteceram em Recife, no começo dos anos 60, dentro do Movimento de Cultura Popular. Mais tarde, em 1963, o professor levou seus métodos para outros estados: primeiro o Rio Grande do Norte (Angicos e Natal), depois São Paulo (Osasco) e o Distrito Federal (Brasília).
A partir do sistema desenvolvido em Angicos, Freire combinou conhecimentos de comunicação e psicologia de forma didática para alcançar o maior número de pessoas possível, colocando em prática, pela primeira vez em larga escala, o método que alfabetizou 300 trabalhadores adultos em apenas 45 dias.
Após isso, diversos cursos de formação de coordenadores de alfabetização aconteceram em capitais de outros estados. O objetivo era instalar cerca de 20 mil centros de cultura, o suficiente para formar 2 milhões de alunos por ano. O plano foi interrompido pela ditadura militar instaurada em 1964.
Atualmente, o Método Paulo Freire é utilizado até na integração de refugiados na Alemanha, empregado no ensino do alemão para estrangeiros.

Vale um parênteses sobre algo que costuma passar despercebido em qualquer leitura sobre Freire: o método dele nunca foi simples de aplicar. Levantar o repertório de cada turma, adaptar o plano de aula à realidade de cada grupo, formar continuamente o corpo docente. Nada disso acontece de forma espontânea. Exige tempo de planejamento, capacitação de professores e uma equipe pedagógica que não esteja sobrecarregada por tarefas que não são dela.
É aqui que entra um ponto pouco discutido quando se fala do legado de Freire: educação transformadora não depende só de boa vontade pedagógica, depende de a escola ter as condições para sustentá-la. Quando o time de coordenação e direção gasta boa parte do mês correndo atrás de mensalidade em atraso, ajustando planilha de inadimplência ou apagando incêndio financeiro, sobra pouco tempo e orçamento para o que realmente move o pedagógico: formação de professor, material personalizado, projetos como os que Freire defendia.
Na prática, quanto mais organizada e previsível é a gestão financeira da instituição, mais espaço a escola tem para reinvestir no que está na sala de aula. Automatizar cobrança, reduzir a inadimplência e ter previsibilidade de caixa não é só uma questão administrativa: é o que libera tempo e recurso para o pedagógico deixar de ser o que sobra no orçamento e passar a ser prioridade de investimento. É esse tipo de suporte, cuidar da parte financeira para que a equipe pedagógica possa se dedicar ao que só ela sabe fazer, que soluções como as do isaac, em gestão de inadimplência e secretaria digitalizada, colocam à disposição das escolas.

O educador foi agraciado com cerca de 48 títulos, entre doutorados honoris causa e outras honrarias de universidades e organizações mundialmente. É considerado o brasileiro com mais títulos de doutorados honoris causa.
Estabelecida em 2012, a lei brasileira número 12.612 define Paulo Freire como o Patrono da Educação Brasileira, em reconhecimento a todo o trabalho desenvolvido pelo educador ao longo da vida.
Preso e exilado no início da ditadura militar nos anos 60, o pedagogo ficou fora do Brasil por 15 anos. Durante esse período, deu palestras e aulas em diversos países, e atuou junto a governos e movimentos sociais em prol da educação. Ainda em vida, foi considerado uma referência no campo da educação.
O Instituto Paulo Freire foi criado pelo próprio pedagogo em 12 de abril de 1991, tornando-se uma Fundação oficial em setembro de 1992.
Desde sua criação, o centro educacional tem como missão educar para transformar. O desejo de seu fundador era reunir tanto educadores entusiastas do seu método pedagógico quanto pessoas que acreditam no potencial social transformador da educação.
Atualmente, o instituto conta com membros em mais de 90 países, que ajudam a manter viva e espalhar a palavra e os ensinamentos de Freire, dando continuidade ao seu legado de forma acessível.
Deveríamos ler o mundo educacional como queria Paulo Freire, quem sabe assim a educação brasileira estaria em outro patamar, sendo considerada essencial e para todos. E ler esse mundo hoje também é reconhecer que educação transformadora precisa de base: quando a gestão financeira da escola está organizada, investir mais e melhor no pedagógico deixa de ser exceção e passa a ser rotina.
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