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Pedagógico

Como abordar a Independência do Brasil nas aulas de História

Celebrar os 200 anos de Independência do Brasil, em ano de eleições, é bem desafiador. Mas veja como transformar as aulas de História em um caminho estratégico para falar sobre a data

Publicado em
1/9/2022
09 min
💡 Dica: se a palavra estiver azul, ela é clicável e te leva ao link com mais detalhes!

O dia 7 de Setembro sempre foi muito comemorado nas escolas. Corredores decorados, atos cívicos e canto do Hino Nacional com a bandeira hasteada no pátio, por exemplo, são algumas das maneiras mais tradicionais utilizadas pelos educadores para ensinar aos alunos sobre a importância e a história desta data.

Mas, especialmente neste ano de 2022, o contexto é um pouco diferente e tem preocupado muito os gestores escolares. Afinal, celebra-se os 200 anos da Independência do Brasil às vésperas das eleições presidenciais.

Debater pautas políticas é importante para o futuro do Brasil, não é mesmo? Porém, infelizmente, as discussões têm sido acaloradas em muitos cenários, seja em casa, na escola, nas ruas, na televisão, nas redes sociais ou em qualquer canal de comunicação. 

E o receio dos educadores tem sido levar esse tema para as salas de aula e acabar esquentando o clima entre os estudantes, e que, por fim, possam acabar prejudicando até mesmo o processo de ensino e aprendizado.

Mas saiba que você não está sozinho, gestor! Atualmente, essas questões são polêmicas para a grande maioria dos diretores e mantenedores.

Pensando nisso, preparamos um conteúdo que pode ser bastante inspirador, com dicas simples, mas super interessantes, que podem ser utilizadas nas aulas de História para falar sobre os 200 anos da independência do Brasil. Confira!

1. Podcast em sala de aula

Pode ser interessante fazer uma roda de conversa com os alunos e incentivar algumas reflexões sobre a data 7 de Setembro e como ela se tornou referência. É uma oportunidade para eles desenvolverem alguns olhares diferenciados sobre a história do Brasil

Uma maneira bem legal de fazer isso é utilizar produções audiovisuais. Com formato dinâmico e descontraído, os alunos podem gostar de ouvir o podcast Projeto Querino, produzido pelo jornalista Tiago Rogero, e que promove debate com uma visão mais descolonizada.

O conteúdo traz perspectivas sobre os povos africanos e indígenas, distanciando da visão eurocêntrica que, durante longos anos, predominou nos livros didáticos.

 

2. Como tudo começou?

Que tal aproveitar o Dia da Independência e desconstruir a ideia de que o Brasil foi descoberto? É uma oportunidade para explicar sobre as grandes navegações da época e o movimento intenso dos europeus em procurar por novos lugares para explorar produtos e territórios.

Mostre como era a vida dos povos indígenas aqui no Brasil antes da chegada dos portugueses e do povo africano antes da escravidão.

Para que o assunto não fique maçante e nem muito intenso para as crianças e adolescentes, pode ser uma boa estratégia elaborar um projeto com o educador de artes e, juntos, propor aos alunos a apresentação de uma peça teatral, tornando lúdico esse momento!

Para alguns especialistas, permitir que os estudantes vivenciem essa desconstrução do descobrimento do Brasil contribui para que eles possam olhar com mais reflexão e criticidade ao 7 de Setembro.

INDEPENDÊNCIA ou Morte. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2022. Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra1431/independencia-ou-morte. Acesso em: 01 de setembro de 2022. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7

3. Leitura de imagem

Impossível debater o dia da Independência do Brasil na escola sem falar sobre uma das pinturas mais icônicas: Independência ou Morte, do artista brasileiro Pedro Américo (1843-1905), não é mesmo?

Antes que você se preocupe, saiba que está tudo bem usar essa imagem! A dica aqui é utilizá-la com a intenção de promover reflexões. Peça aos estudantes olharem o quadro e faça algumas perguntas, como:

- A cena representa o que realmente aconteceu?

- Quem são os personagens retratados no quadro?

- Quais as suas reflexões sobre a pintura?

- Se você estivesse presente nesse momento, o que mudaria no quadro?

- Se fosse atualmente, quais palavras seriam ditas por D. Pedro I ao proclamar a Independência do Brasil?

4. Documentos históricos

A Independência do Brasil envolveu muitas batalhas. No Arquivo Nacional, há documentos digitalizados bem interessantes para entender algumas lutas que aconteceram no território nacional.

Aos estudantes, é uma rica oportunidade para que possam aprender mais sobre a data e, ainda, desenvolverem competências e habilidades ao pesquisar, buscar os documentos, compreender os fatos e discutir com os colegas.

5. Troque experiências

Um caminho para tentar encontrar uma luz no fim do túnel, também é conversar com outros gestores, professores e demais profissionais da Educação. Pergunte para outros colegas qual a postura que estão adotando na instituição de ensino.

Isso é ótimo, na verdade, para estreitar laços e compartilhar os desafios da rotina escolar.

Dia da Independência do Brasil

Bom, já que falamos tanto até aqui sobre história, o que acha de reviver um pouquinho sobre a origem do 7 de Setembro? O Dia da Independência do Brasil, feriado nacional, marca a emancipação brasileira do reino de Portugal. 

A data surgiu em 1822, quando ficou conhecida pelo episódio "Grito do Ipiranga". Na ocasião, o Príncipe Regente Dom Pedro declarou a independência do Brasil, gritando o famoso: independência ou morte.

Entretanto, mesmo após esse ato, o País continuou a ser uma monarquia, ou seja, os poderes eram exercidos a partir de um rei. Portugal só admitiu a independência do Brasil em 1825, quando houve o pagamento de uma indenização de aproximadamente 2 milhões de libras.

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