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Pedagógico

Como avaliar o aluno do século 21?

Para o educador Cipriano Carlos Luckesi, é preciso que a avaliação ajude na tomada de decisões sobre o conteúdo não aprendido ao invés de focar apenas nas notas

Publicado em
5/8/22
Atualizado em
16/5/25
09 min
Criança escrevendo em um caderno com lápis ao lado.
💡 Dica: se a palavra estiver azul, ela é clicável e te leva ao link com mais detalhes!

Decorar os conteúdos e conseguir uma boa nota era a rotina da maioria dos alunos na véspera das provas, não é mesmo?

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Além do medo que, infelizmente, era gerado nos estudantes com a possibilidade de reprovação, especialistas afirmam que a “decoreba” não contribui com o processo de ensino e aprendizagem, já que as informações ficam armazenadas vagamente no cérebro e por um tempo muito curto, sendo facilmente esquecidas.

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E para transformar este cenário, Cipriano Carlos Luckesi, Educador e referência nacional em avaliação de aprendizagem, afirma que os métodos de avaliação na escola precisam ser revistos.

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Segundo o especialista, não se deve mais avaliar um aluno da mesma maneira como era realizado há algumas décadas, pois não trará resultado satisfatório, nem para a instituição de ensino, e nem para o estudante.

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Mas, então, como avaliar o aluno do século 21? Essa foi a questão que o educador respondeu em uma edição on-line do maior congresso de inovação e crescimento escolar do país, o Conecta Escolas Exponenciais, durante a palestra Formas alternativas (e eficientes) de avaliar o aprendizado.

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Com base nas informações compartilhadas pelo profissional, confira o conteúdo que preparamos para ajudar você, gestor, a encontrar formas positivas para estimular esse processo educacional na sua escola.

 

Quais os principais métodos de avaliação na escola?

Para Cipriano Carlos Luckesi, a avaliação precisa ter como objetivo verificar quanto do conteúdo foi absorvido pela turma, se as informações foram transmitidas de maneira adequada e efetiva e, ainda, servem até mesmo para detectar possíveis deficiências no aprendizado.

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“Avaliação é o ato de investigar a qualidade da realidade”, afirma o educador. Sendo assim, se aplicadas positivamente, elas são um importante instrumento educacional, que contribuem para o desenvolvimento pedagógico da escola, auxiliando na garantia da qualidade de ensino.

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Porém, os métodos de avaliação da instituição não estão agradando boa parte dos estudantes, que ainda carregam os efeitos negativos das provas tradicionais, que transformaram esses momentos em algo ruim.

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Assustados com as metodologias anteriores, não é difícil encontrar crianças e adolescentes que se sentem acuados e desmotivados quando vão passar por algum teste avaliativo, o que acaba dificultando até mesmo o trabalho do professor em sala de aula.

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Diante desse cenário desafiador, Luckesi acredita que o primeiro passo para entender e contornar essa situação de um jeito mais eficiente e atualizado, é compreender a avaliação como uma parceira.

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“Todos os educadores precisam compreender a avaliação como aquela que nos revela a qualidade da realidade através de uma investigação, para então tomar uma decisão”, pontua.

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Neste sentido, o especialista acrescenta que o teste escolar traz inúmeras oportunidades para a instituição de ensino, mas que para isso precisa ser utilizada com o intuito de conseguir encontrar novas decisões.

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Por exemplo: a partir de uma prova, ao perceber um conteúdo que não foi bem compreendido por um aluno ou uma determinada turma, é necessário enxergar novas alternativas para lidar com essa situação e não apenas atribuir uma nota ruim.

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Em equipe, coordenação pedagógica e o docente responsável pela disciplina podem investigar e analisar quais as melhores soluções.

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Insistir no assunto em que o estudante ou a sala apresentou dificuldade, ensinando novamente, mas de outras maneiras, pode ser uma estratégia para ser adotada e, então, conseguir fazer com que o educando absorva o conhecimento.

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Abandonar a velha prática de aplicar exames apenas para gerar uma nota, pode ser o melhor caminho para começar a encontrar novas possibilidades e outras formas mais eficientes em como avaliar o estudante de hoje em dia.

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Segundo Luckesi, os conceitos de classificação, aprovação e reprovação não devem mais fazer parte da rotina pedagógica. O novo olhar para a educação positiva, e que estimule os alunos, precisa realmente enxergar a avaliação como uma colaboradora.

Saiba como avaliar o aluno

O primeiro passo para avaliar o aluno do século 21 é preparar uma prova da aprendizagem utilizando uma linguagem bastante compreensível.

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É importante que as questões e todo o conteúdo sejam escritos de maneira simples. O ideal é que, ao ler, o estudante compreenda o que está sendo solicitado e não sinta a necessidade de pedir ajuda durante a atividade.

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Lembre-se que a avaliação é rica para a coleta de dados. E para que isso realmente funcione e traga bons resultados, o exame precisa ser compatível com aquilo que é ensinado. As perguntas precisam ser coerentes para com aquilo que é apreendido pelos alunos.

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“A linguagem, a dificuldade, a expressão utilizada no ensino e no teste devem ser compatíveis”, afirma Luckesi.

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Outra dica do educador é evitar perguntas genéricas, uma vez que elas permitem que o estudante não seja preciso nas respostas. E, dessa forma, muitas vezes não atinge a expectativa do docente.

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Depois, é hora de partir para a investigação avaliativa, com base nos conteúdos mais essenciais e primordiais que foram trabalhados em sala de aula, para analisar o que ou não assimilado pelos alunos.

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Melhores práticas de avaliação dos alunos

Agora que você já sabe como avaliar o estudante de hoje em dia, é fundamental compreender as melhores práticas após ter os resultados em mãos.

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Depois de recolher as provas realizadas pelos alunos, uma dica interessante é criar uma espécie de “mapa” para identificar quantos deles demonstram ter assimilado todo o conteúdo; quantos apresentaram mais dificuldade; e, ainda, quantos não entenderam o que foi abordado em sala de aula.

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Estabelecer essa prática auxilia a entender quem são, e quantos são, os estudantes que precisam ser reorientados para que possam também conquistar essa aprendizagem.

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Para os professores, implementar essa sugestão auxilia na identificação das lacunas que existem dentro da sala de aula e, assim, facilita para os educadores inovarem e criarem estratégias para que aqueles alunos que ainda não conseguiram aprender, também tenham novamente a oportunidade de adquirir esse conhecimento.

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isaac indica

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