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Pedagógico

A importância da escola e da família na aprendizagem do aluno

A pedagoga, gestora educacional e educadora parental Maya Eigenmann debate alguns pontos-chave dessa interação em uma conversa com o isaac

Publicado em
18/5/23
Atualizado em
15/5/25
06 min
Apresentadores sorrindo em cenário moderno, ideal para discutir temas diversos, com destaque para estilo e carisma, transmitindo alegria e descontração.
💡 Dica: se a palavra estiver azul, ela é clicável e te leva ao link com mais detalhes!

Você consegue mensurar qual é a importância da família e da sua participação junto à escola para a aprendizagem do aluno? A resposta é simples: imprescindível. Mas afinal, de que forma essa relação pode de fato fazer a diferença? 

O isaac convidou a pedagoga, gestora escolar e educadora parental, Maya Eigenmann para nos ajudar a compreender a relação família-escola em dois episódios da nova temporada do café com isaac, conduzido pelo Luis Laurelli, diretor educacional do isaac. Os highlights da primeira parte dessa conversa, a gente traz aqui, mas você pode acompanhar o conteúdo completo no canal “isaac educação”, do Youtube, não perca!

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Tintim por tintim

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Neste episódio, Maya Eigenmann, tratou de temas como os impactos das relações entre família e escola para o desempenho escolar, um assunto sobre o qual o isaac se debruça. Ela começa sua fala por um apontamento singular: quando os pais - os cuidadores primários de uma criança - entram na escola, sua própria vivência como estudante nem sempre vêm à tona. E que, lembrá-los desse processo – de como é uma criança na sala de aula – é capaz de ajustar expectativas e ajudar os adultos a respeitar o ritmo de descoberta infantil, fortalecendo e maximizando o aprendizado. É como se os cuidadores precisassem reviver suas próprias memórias infantis, para de fato compreenderem como é a atual experiência de seus filhos. Faz sentido, né? Quando nos colocamos empaticamente no lugar do outro, conseguimos nos conectar melhor com seus sentimentos. 

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Impactos positivos

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Sentir, também, que a família é parte do processo de aprendizagem pode fortalecer aspectos positivos e saudáveis para a criança nas esferas psicológica, emocional e fisiológica. Isso acontece porque a conexão entre a comunidade escolar e os pais oferece um ambiente mais seguro, acolhedor e respeitoso onde há liberdade para o livre aprendizado e, com ele, a possibilidade de errar e corrigir de forma natural. 

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Quer um exemplo? Imagine, uma criança que provém de um lar desestruturado, com escassez de recursos ou histórico de abuso, por exemplo, ou vivencia contextos de violência dentro e fora da escola. Essa pessoa em formação tende a ter mais dificuldade de se concentrar e disso decorre a propensão a um aprendizado deficitário e, em casos extremos, desencadeia a evasão escolar.

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Tal cenário não é exceção em países em desenvolvimento, como o Brasil, e pode ser percebido e mensurado por estudos como os realizados pelo SAEB - Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica e em levantamentos de órgãos que vão do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada à UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

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Se nos atentarmos a questões físicas-emocionais, podemos observar as variações nos níveis de cortisol – hormônio que está intimamente relacionado à resposta ao estresse – e sua relação com a aprendizagem. Diversas pesquisas apontam que espaços de interação menos seguros, entre outros fatores que geram ansiedade, tendem a aumentar o estresse nos alunos, o que eleva o cortisol e pode implicar em lacunas de aprendizagem. O contrário também é verdadeiro, de acordo com Maya.

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Educar em comunidade

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Paralelamente, a interação entre a família e a escola oferece, também, a possibilidade de antecipar as necessidades da criança, que podem ser básicas, como a identificação de uma dificuldade de visão, ou mais complexas e íntimas. Nesses casos, a possibilidade de dividir informações sobre eventuais problemas em quaisquer das alçadas é relevante e determina ações fundamentais para minimização do impacto negativo ou soluções de questões que possam surgir.

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Não menos importante em um mundo cada vez mais individualista, é observar que a presença familiar na escola é capaz, ainda, de gerar comunidades “extramuros”, que podem aproximar famílias nucleares e fortalecer vínculos, tanto entre as crianças, quanto entre cuidadores em âmbito comunitário amplo. Como a participação da família traz tantos benefícios, o isaac traz algumas dicas de como melhorar essa participação junto à escola.

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 Ambientes seguros e acolhedores, sem “adultismo”

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Bem, você deve ter percebido que a Maya foca bastante nessa questão fundamental e muito frisada aqui: estabelecer ambientes que sejam seguros e acolhedores para as crianças. Para tanto, um conceito que a educadora afirma que precisa ser evitado é o “adultismo”. 

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Esse sistema de opressão é pouco discutido no cotidiano. No caso do adultismo, a ideia de poder e domínio se aplica a partir dos adultos em relação às crianças. E, sim, estamos falando sobre sentimento de posse e atos dele decorrentes. 

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De acordo com a educadora parental, socialmente, precisamos compreender que somos – adultos e crianças - pessoas de igual valor. Assim, ações calcadas nessa premissa devem ser abolidas, afinal, adultos são responsáveis e não “proprietários” das crianças. 

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Agir sempre para a segurança dos pequenos, garantindo limites que, inclusive, ajudem a promover o espaço autônomo de descoberta e aprendizagem em casa, na escola, em todos os lugares, é dever dos cuidadores e um dos pontos mais importantes da jornada de formação de pessoas como cidadãs autônomas e capazes.

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Como você pode ver, a relação entre famílias e escola é, de fato, crucial ao pleno aprendizado. Mas como é possível construir e fortalecer essa conexão? A Maya Eigenmann  e o Luis Laurelli vão trazer reflexões sobre métodos no próximo episódio do café com isaac. Não deixe de acompanhar esse debate no canal do isaac, no Youtube. A gente espera você!  

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Antes de sair, veja o isaac indica:

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