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Escolas

Como o conhecimento do cérebro pode ajudar na gestão escolar?

A especialista Telma Pantano palestrou na Bett Brasil sobre a importância de conhecer o funcionamento cerebral para impulsionar o sucesso da escola

Capacitação de professores, oferecer uma educação de qualidade aos alunos, investir em infraestrutura e entender os processos administrativos certamente são fatores fundamentais para o dia a dia de um gestor escolar.

Porém, uma boa liderança educacional, que seja capaz de impulsionar o sucesso de uma instituição de ensino, precisa ir ainda mais além.

E quem faz essa reflexão é Telma Pantano, fonoaudióloga e psicopedagoga do serviço de Psiquiatria Infantil do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP – Universidade de São Paulo.

A especialista participou da edição presencial da Bett Brasil 2022, realizada entre os dias 10 e 13 de maio, no pavilhão do Transamérica Expo, em São Paulo (SP). Na ocasião, a profissional ministrou a palestra “Cérebro para Gestores: desenvolvendo a equidade na gestão educacional”.

“Discutimos nas escolas sobre metodologias e postura do professor, mas esquecemos sobre como vamos regular as emoções frente aos professores, coordenadores e alunos”, pontua.

Para Telma, ampliar o conhecimento do cérebro pode contribuir, e muito, no bem-estar dos colaboradores, no desenvolvimento dos estudantes e na relação com as famílias.

E, como consequência, todas essas boas práticas podem alavancar a captação e retenção de alunos, conquistando um maior destaque no segmento.

 

Atual cenário das escolas, na visão da profissional

Desde a retomada das aulas presenciais, após o período de isolamento em decorrência da pandemia da Covid-19, são cada vez mais comuns os relatos de crianças com dificuldade no processo de ensino e aprendizado.

Porém, a profissional acredita que esse cenário apenas acentuou desafios que já existiam e que, muitas vezes, não ocupavam um lugar de atenção e preocupação.

“Em uma situação de estresse aparecem as nossas fragilidades. Se a sociedade não oferece estrutura, crianças e adolescentes começam a se construir frente a essas dificuldades”, afirma.

Para explicar seu raciocínio, a especialista destaca que, mais do que se preocupar com o conteúdo, no atual momento é preciso ter um cuidado redobrado com as questões socioemocionais dos alunos.

Ela acredita que trabalhar o reconhecimento das emoções é mais que fundamental. Para ela, crianças e adolescentes precisam compreender os próprios sentimentos para, então, alcançarem maior desenvoltura nos estudos.

Segundo Telma, desde que as escolas voltaram com as atividades presenciais, os estudantes estão com dificuldade em se relacionar socialmente e manter o controle em momentos de tensão e desafios, sendo que todos esses fatores podem afetar diretamente o ensino.

Prova disso é que, conforme ela disse em sua palestra, há pesquisadores investigando o fato de que nas aulas on-line, diversos alunos brasileiros tiraram boas notas, mas ao retornar para as aulas presenciais, o rendimento desses mesmos estudantes caiu consideravelmente.

 

Por outro lado, ela também pontua que professores e coordenadores ainda enfrentam  situações de estresse, ocasionadas pela pandemia, e que também necessitam de acolhimento.

“Como vocês estão lidando com os professores e coordenadores? Porque eles também estão muito abalados. Voltaram às aulas presenciais, todo mundo cheio de energia e o professor está sem energia”, ressalta.

 

Mas, então, como conhecer o cérebro pode ajudar os gestores?

Como gerir coordenadores estressados diante de tantos desafios enfrentados pela pandemia de coronavírus? Como lidar com as emoções dos professores? O que fazer para ajudar os alunos a entenderem os próprios sentimentos?

Essas foram algumas das perguntas que Telma Pantano lançou para a plateia. Em resposta aos questionamentos, a especialista disse que entender o desenvolvimento cerebral permite compreender melhor as pessoas.

“Para ensinar, precisa saber como o cérebro funciona”, frisa.

Nesse sentido, a profissional afirma que o aprendizado ocorre por meio de um processo de repetição. “Tudo o que eu repito, eu memorizo. Se sou uma criança que tenho um funcionamento intelectual um pouco mais comprometido, preciso repetir mais”, afirma.

Mas, para chegar nesse ponto, é também necessário compreender como o cérebro faz esses registros, pois há processos mentais envolvidos.

Para impulsionar ainda mais o sucesso de uma escola, é preciso desempenhar uma gestão que também preze pelo bom desenvolvimento cerebral de colaboradores, alunos e suas famílias

“Sabe quando uma criança bate no amiguinho e a gente fala ‘não pode’? Na neurociência, isso não faz o menor sentido”, garante.

De acordo com Telma, para instigar as competências socioemocionais, é fundamental ter em mente que antes de uma ação, há pensamentos e emoções.

O impulso da agressão é controlado pela ativação de áreas emocionais e áreas de pensamento.  Por isso, ela reforça que o respeito se ensina a partir do exemplo.

“Se eu não ensinar uma criança a reconhecer os pensamentos que ela tem e as emoções que sente, ela não vai aprender o que fazer com aquilo que pensou e sentiu. E qual é a tendência? Agir no automático”, completa.

E agir no automático significa, muitas vezes, reproduzir os exemplos vivenciados em seu dia a dia. Nesse sentido, é fundamental que os educadores também estejam aptos a praticar uma comunicação não violência, justamente para conseguirem atuar como uma influência positiva para as crianças, principalmente para aquelas que vivem em um ambiente familiar mais conturbado.

“A criança pode ter um parente que agride fisicamente ou emocionalmente quando está nervoso. Mas, na escola, ela encontra um professor que, quando está nervoso, busca outras formas de resolver”, explica.

Com isso, o cérebro aprende novas formas para solucionar os conflitos e deixa de agir no automático, reproduzindo comportamentos desafiadores e desrespeitosos.

“Se você ensina o cérebro a fazer isso, você começa a dar para ele uma possibilidade para não agir no automático conforme as memórias que ele tem”, diz.

E a mesma preocupação em lidar com as habilidades socioemocionais dos alunos, também precisa ser revista pelos diretores em relação aos professores e coordenadores.

Como ponto de partida, Telma sugere aos gestores escolares que identifiquem quais colaboradores estão desestabilizados e quais são as melhores pessoas ou profissionais para dar esse suporte, tão necessário e essencial.

Um time valorizado e acolhido, em um ambiente que preza pelo bem-estar físico e emocional, consequentemente consegue um melhor desempenho e engajamento.

Por isso, para impulsionar ainda mais o sucesso de uma instituição de ensino, é preciso desempenhar uma gestão escolar que também preza pelo bom desenvolvimento cerebral de colaboradores, alunos e suas famílias.

Isaac recebeu mais de 3,7 mil visitantes

O isaac, a maior plataforma de serviços financeiros feita para escolas, participou da Feira de Expositores da Bett Brasil 2022, recebendo mais de 3,7 mil visitantes no estande.

O local ainda foi palco de cinco palestras e de muito bate-papo exclusivo com Luis Laurelli, diretor educacional do isaac, além de gestor, consultor e coaching apreciativo.

Saiba como foi a estreia do isaac no maior evento de educação e tecnologia da América Latina. Leia na íntegra o artigo.  

isaac indica

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Luiza

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