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Gestão

Como o conhecimento do cérebro pode auxiliar na gestão escolar

A especialista Telma Pantano palestrou na Bett Brasil sobre a importância de conhecer o funcionamento cerebral para impulsionar o sucesso da escola

Publicado em
24/5/22
Atualizado em
25/3/25
09 min
💡 Dica: se a palavra estiver azul, ela é clicável e te leva ao link com mais detalhes!

Capacitação de professores, oferecer uma educação de qualidade aos alunos, investir em infraestrutura e entender os processos administrativos certamente são fatores fundamentais para o dia a dia de um gestor escolar.

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Porém, uma boa liderança educacional, que seja capaz de impulsionar o sucesso de uma instituição de ensino, precisa ir ainda mais além.

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E quem faz essa reflexão é Telma Pantano, fonoaudióloga e psicopedagoga do serviço de Psiquiatria Infantil do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP – Universidade de São Paulo.

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A especialista participou da edição presencial da Bett Brasil 2022, realizada entre os dias 10 e 13 de maio, no pavilhão do Transamérica Expo, em São Paulo (SP). Na ocasião, a profissional ministrou a palestra “Cérebro para Gestores: desenvolvendo a equidade na gestão educacional”.

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“Discutimos nas escolas sobre metodologias e postura do professor, mas esquecemos sobre como vamos regular as emoções frente aos professores, coordenadores e alunos”, pontua.

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Para Telma, ampliar o conhecimento do cérebro pode contribuir, e muito, no bem-estar dos colaboradores, no desenvolvimento dos estudantes e na relação com as famílias.

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E, como consequência, todas essas boas práticas podem alavancar a captação e retenção de alunos, conquistando um maior destaque no segmento.

 

Atual cenário das escolas, na visão da profissional

Desde a retomada das aulas presenciais, após o período de isolamento em decorrência da pandemia da Covid-19, são cada vez mais comuns os relatos de crianças com dificuldade no processo de ensino e aprendizado.

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Porém, a profissional acredita que esse cenário apenas acentuou desafios que já existiam e que, muitas vezes, não ocupavam um lugar de atenção e preocupação.

“Em uma situação de estresse aparecem as nossas fragilidades. Se a sociedade não oferece estrutura, crianças e adolescentes começam a se construir frente a essas dificuldades”, afirma.

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Para explicar seu raciocínio, a especialista destaca que, mais do que se preocupar com o conteúdo, no atual momento é preciso ter um cuidado redobrado com as questões socioemocionais dos alunos.

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Ela acredita que trabalhar o reconhecimento das emoções é mais que fundamental. Para ela, crianças e adolescentes precisam compreender os próprios sentimentos para, então, alcançarem maior desenvoltura nos estudos.

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Segundo Telma, desde que as escolas voltaram com as atividades presenciais, os estudantes estão com dificuldade em se relacionar socialmente e manter o controle em momentos de tensão e desafios, sendo que todos esses fatores podem afetar diretamente o ensino.

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Prova disso é que, conforme ela disse em sua palestra, há pesquisadores investigando o fato de que nas aulas on-line, diversos alunos brasileiros tiraram boas notas, mas ao retornar para as aulas presenciais, o rendimento desses mesmos estudantes caiu consideravelmente.

 

Por outro lado, ela também pontua que professores e coordenadores ainda enfrentam  situações de estresse, ocasionadas pela pandemia, e que também necessitam de acolhimento.

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“Como vocês estão lidando com os professores e coordenadores? Porque eles também estão muito abalados. Voltaram às aulas presenciais, todo mundo cheio de energia e o professor está sem energia”, ressalta.

 

Mas, então, como conhecer o cérebro pode ajudar os gestores?

Como gerir coordenadores estressados diante de tantos desafios enfrentados pela pandemia de coronavírus? Como lidar com as emoções dos professores? O que fazer para ajudar os alunos a entenderem os próprios sentimentos?

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Essas foram algumas das perguntas que Telma Pantano lançou para a plateia. Em resposta aos questionamentos, a especialista disse que entender o desenvolvimento cerebral permite compreender melhor as pessoas.

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“Para ensinar, precisa saber como o cérebro funciona”, frisa.

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Nesse sentido, a profissional afirma que o aprendizado ocorre por meio de um processo de repetição. “Tudo o que eu repito, eu memorizo. Se sou uma criança que tenho um funcionamento intelectual um pouco mais comprometido, preciso repetir mais”, afirma.

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Mas, para chegar nesse ponto, é também necessário compreender como o cérebro faz esses registros, pois há processos mentais envolvidos.

Para impulsionar ainda mais o sucesso de uma escola, é preciso desempenhar uma gestão que também preze pelo bom desenvolvimento cerebral de colaboradores, alunos e suas famílias

“Sabe quando uma criança bate no amiguinho e a gente fala ‘não pode’? Na neurociência, isso não faz o menor sentido”, garante.

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De acordo com Telma, para instigar as competências socioemocionais, é fundamental ter em mente que antes de uma ação, há pensamentos e emoções.

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O impulso da agressão é controlado pela ativação de áreas emocionais e áreas de pensamento.  Por isso, ela reforça que o respeito se ensina a partir do exemplo.

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“Se eu não ensinar uma criança a reconhecer os pensamentos que ela tem e as emoções que sente, ela não vai aprender o que fazer com aquilo que pensou e sentiu. E qual é a tendência? Agir no automático”, completa.

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E agir no automático significa, muitas vezes, reproduzir os exemplos vivenciados em seu dia a dia. Nesse sentido, é fundamental que os educadores também estejam aptos a praticar uma comunicação não violência, justamente para conseguirem atuar como uma influência positiva para as crianças, principalmente para aquelas que vivem em um ambiente familiar mais conturbado.

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“A criança pode ter um parente que agride fisicamente ou emocionalmente quando está nervoso. Mas, na escola, ela encontra um professor que, quando está nervoso, busca outras formas de resolver”, explica.

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Com isso, o cérebro aprende novas formas para solucionar os conflitos e deixa de agir no automático, reproduzindo comportamentos desafiadores e desrespeitosos.

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“Se você ensina o cérebro a fazer isso, você começa a dar para ele uma possibilidade para não agir no automático conforme as memórias que ele tem”, diz.

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E a mesma preocupação em lidar com as habilidades socioemocionais dos alunos, também precisa ser revista pelos diretores em relação aos professores e coordenadores.

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Como ponto de partida, Telma sugere aos gestores escolares que identifiquem quais colaboradores estão desestabilizados e quais são as melhores pessoas ou profissionais para dar esse suporte, tão necessário e essencial.

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Um time valorizado e acolhido, em um ambiente que preza pelo bem-estar físico e emocional, consequentemente consegue um melhor desempenho e engajamento.

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Por isso, para impulsionar ainda mais o sucesso de uma instituição de ensino, é preciso desempenhar uma gestão escolar que também preza pelo bom desenvolvimento cerebral de colaboradores, alunos e suas famílias.

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Isaac recebeu mais de 3,7 mil visitantes

O isaac, a maior plataforma de serviços financeiros feita para escolas, participou da Feira de Expositores da Bett Brasil 2022, recebendo mais de 3,7 mil visitantes no estande.

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O local ainda foi palco de cinco palestras e de muito bate-papo exclusivo com Luis Laurelli, diretor educacional do isaac, além de gestor, consultor e coaching apreciativo.

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Saiba como foi a estreia do isaac no maior evento de educação e tecnologia da América Latina. Leia na íntegra o artigo.  

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