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Pedagógico

Fracasso escolar: o que é e como combater

Entenda como o fracasso escolar pode afetar as instituições de ensino privadas, e aprenda como evitar e não ter esse problema na sua escola

Publicado em
24/6/2021
09 min
💡 Dica: se a palavra estiver azul, ela é clicável e te leva ao link com mais detalhes!

Segundo dados divulgados pela UNICEF - Fundo das Nações Unidas para a Infância, em janeiro de 2021, 8 milhões de estudantes brasileiros tiveram fracasso escolar. Esse número retrata as desigualdades, e também demonstra uma forte ameaça ao desenvolvimento de crianças e adolescentes, por isso merece a atenção da sociedade, especialmente do setor educacional.

Além de ser uma perda individual, o fracasso escolar afeta toda a população, mas também gera grande impacto nas instituições de ensino, que se deparam com salas de aula cada vez mais vazias. A redução no número de alunos prejudica o bom funcionamento da escola, assim como a realização de um ensino de qualidade.

Infelizmente, a culpa pelo estudante não conseguir completar os estudos, costuma ser atribuída a eles e às suas famílias, aos professores ou ao sistema de educação. Mas essa é a visão superficial de um problema muito maior, pois, mais do que procurar culpados, devemos buscar formas de enfrentar e reverter essa situação.

Pensando nisso, reunimos neste artigo passos importantes para que a sua instituição de ensino consiga combater o fracasso escolar e, desta forma, transformar a vida de muitas crianças e jovens através da educação.

O que é fracasso escolar?

O fracasso escolar é composto por três fatores: reprovação, distorção idade-série e abandono. Conforme o Censo Escolar de 2019, mais de 2 milhões de estudantes foram reprovados em turmas regulares e seriadas do ensino fundamental e médio, ou seja, quase 8% do total de alunos matriculados.

Em 2020, por outro lado, a taxa de reprovação ficou entre 2% dos estudantes do EF e 5% do EM, mas esse movimento já era esperado devido à pandemia da Covid-19, considerando que o ano letivo foi prejudicado.

Segundo um relatório da UNICEF, em 2020, 1,38 milhão de alunos, com idade entre 6 e 17 anos, abandonaram as escolas.


Já a distorção idade-série é o reflexo das reprovações e abandonos escolares, e as tentativas de permanência na escola. Nessa situação estão incluídos os estudantes que estão, no mínimo, dois anos acima da idade considerada ideal em relação ao ano ou série escolar. No Censo de 2020, a taxa de distorção idade-série alcança 22,7% das matrículas dos anos finais do ensino fundamental e 26,2% do ensino médio.


Como as escolas privadas podem ajudar a evitar o fracasso escolar?

Programas de reforço escolar

O famoso "repetir de ano", como costumamos chamar a reprovação, tende a ser o pontapé inicial para o fracasso escolar. Em 2016, o CENPEC - Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária trouxe uma visão de estudos internacionais para a situação: “é considerada preditor importante do abandono escolar, conturba a trajetória escolar, é prática financeiramente dispendiosa e gera resultados contestáveis”.


Pensando nisso, é importante que a instituição de ensino encontre alternativas para evitar com que os alunos sejam reprovados. Seria interessante a criação de programas de reforço e monitoria para aqueles que apresentam dificuldades, para que consigam tirar dúvidas e acompanhar o resto da turma sem prejuízos no aprendizado.

Diálogo aberto com a comunidade escolar

Entender o que leva à evasão escolar é um ponto fundamental para preparar medidas de enfrentamento ao fracasso. Afinal, são diversos elementos envolvidos, deste a estrutura da instituição, o trabalho pedagógico e até motivos financeiros ou outras questões, como bullying.


Portanto, a escuta ativa e o debate devem ser prioridades na escola. Diante desse momento, com tantos desafios por conta da pandemia da Covid-19, é ainda mais importante que os gestores escolares se aproximem de toda a comunidade escolar para que possam criar essa construção coletiva.


Além disso, a comunicação com as famílias e responsáveis se faz necessária para o acompanhamento do progresso de cada estudante. Assim, é possível encontrar soluções para o baixo desempenho antes que vire um problema maior.

Atendimento humanizado e mais formas de pagamento

Os problemas que envolvem desigualdade social, econômica e cultural já afetavam o sucesso escolar, porém, devido à pandemia do novo coronavírus e a crise econômica do Brasil, infelizmente, muitos responsáveis perderam os seus empregos e passaram a fazer parte da taxa de inadimplentes.


Deixar de pagar a escola não é um desejo das famílias, mas acontece, e às vezes leva ao abandono escolar. No entanto, a falta de pagamento e de previsibilidade de caixa implicam no funcionamento das instituições de ensino privadas, que também lidam com desafios para manter as portas abertas.

Para esses casos inadimplentes, é necessário que cada qual seja avaliada individualmente, levando em consideração a atual situação financeira da família e até mesmo a região central onde a escola está localizada. Conversar e entender o momento pelo qual os familiares estão enfrentando é um passo importante para avaliar e propor formas de pagamentos mais flexíveis.

Acolhimento e diversidade

É essencial reconhecer que os alunos também estão enfrentando diversos problemas. Com isso, é importante lembrar que a escola não pode ignorar o abalo emocional e precisa se atentar ao bem da saúde mental de todos, acolhendo e criando um espaço de apoio, com orientação psicopedagógico, psicológica e/ou terapêutico.


Além disso, é essencial o papel da instituição de ensino no combate contra qualquer forma de bullying e discriminação, como racismo, sexismo, capacitismo, classismo, xenofobia e LGBTQIA+fobia e outros.


Para que as taxas de fracasso escolar diminuam, todo estudante deve se sentir bem-vindo e pertencente ao ambiente da escola.

Em um país como o Brasil, marcado por tanta desigualdade e uma forte crise econômica, o fracasso escolar é responsabilidade de toda a sociedade e uma grande preocupação para o setor educacional.


É fundamental que a escola esteja engajada e disposta a realizar um trabalho para enfrentar e evitar essa situação. Por isso, a gestão escolar deve estar disposta a entender, acolher e buscar alternativas conjuntas para que a educação de qualidade seja democratizada.

Mas ainda bem que existe o isaac, né?

As escolas parceiras do isaac têm total garantia da renda mensal, sem atrasos ou dor de cabeça, e ainda oferecem às famílias dos alunos mais meios de pagamento e um atendimento humanizado, que entende a situação de cada um e apresenta sempre a melhor solução para cada caso.

E você pode contar com o isaac para isso! Nosso propósito é impulsionar as escolas para transformar o amanhã, para que cada vez mais crianças e adolescentes tenham acesso à educação e possam escrever a sua realidade.

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